Miklos Fehér
Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
Na época de 2002/03 trocou Braga pela Luz, rumou ao Benfica que classificou como o melhor clube de Portugal .
Na selecção da Hungria, na qual se estreou a 10 de Outubro de 1998, com uma vitória sobre o Azerbaijão (4-0), somou 18 internacionalizações pela equipa principal e marcou três golos.
Miki morreu a sorrir, sorriso que teimava em esconder. Tudo porque dizia: «Sou tímido, introvertido e acima de tudo tranquilo.» Miki era o espelho da tranquilidade e por isso todos os jogadores do Benfica o viam como um amigo, um companheiro com quem era muito fácil conviver.
Às 21.30 do dia 25 de Janeiro de 2004. Período de descontos do jogo V. Guimarães-Benfica, Miklos Fehér vê o cartão amarelo e sorri, perante a decisão do juiz. Nos segundos seguintes viu-se o avançado encarnado apoiar as mãos nos joelhos e cair desamparado no chão. O coração de Miklos Fehér parou aos 24 anos em pleno relvado do Estádio D. Afonso Henriques, interrompendo uma carreira que ainda teria muito para contar. À entrada no hospital o prognóstico era reservado. Depois de várias tentativas de reanimação, os médicos concluíram que nada mais havia a fazer. Eram 23.10 horas.
Foi um episódio que chocou um país, adeptos de vários clubes, pessoas que não ligam a futebol. Foi um acto de crueldade ver um jovem cair daquela maneira num relvado de futebol. A morte de Fehér foi vivida em directo, enquanto envergava as cores do seu clube, do nosso clube. Um duro golpe para todos, principalmente para os Benfiquistas que viam uma pessoa que admiravam cair daquela maneira enquanto defendia as suas cores, o seu emblema. As imagens vistas em directo foram dramáticas, vimos os colegas desesperados, os esforços para o trazer de volta.
O país ficou de luto e uniu-se à dor da família que viu partir tão cedo alguém muito querido.
A mim pessoalmente chocou-me bastante e ainda me comovo de pensar no que aconteceu, Miki teria a mesma idade que eu, nasceu no mesmo ano que eu e envergava na camisola um dos meus números preferidos, aquele numero que será para sempre só seu. Luís Filipe Vieira disse que a camisola 29 não voltaria a ser envergada por qualquer jogador do Benfica. Esse número ficará imortalizado junto com a memória de Miklos Fehér. 3 Anos depois ele não foi esquecido, e a sua memória irá perdurar para sempre. Descansa em Paz!




























